Mar 28 2013

Módulo gravador de voz ISD1820 com Arduino + LM35


O módulo ISD1820 permite a gravação de voz e reprodução da mensagem armazenada em memória não volátil (mesmo sem energia a mensagem continuará salva) .

Muito simples de usar, esse módulo pode ser controlado por um microcontrolador (Arduino, PIC, etc) ou diretamente pelos botões existentes na placa.

No exemplo acima, um módulo ISD1820 e um sensor de temperatura LM35 foram conectados ao Arduino da seguinte forma:

A programação segue a seguinte lógica:

  • O arduino fica constantemente lendo o LM35 pelo pino A0;
  • Quando o valor lido for maior que 50º Celcius coloca o pino 2 do Arduino em estado ALTO para executar a mensagem de alerta;
  • Coloca o pino 2 em estado BAIXO para não repetir a mensagem de alerta quando a temperatura for inferior a 50ºC
/*
Exemplo para utilizar o módulo ISD1820 e
sensor de temperatura LM35
28/03/2013
http://www.webtronico.com
*/
byte pinoSensor = 0; //pino que está ligado o terminal central do LM35 (porta analogica 0)
byte valorLido = 0; //valor lido na entrada analogica
float temperatura = 0; //valorLido convertido para temperatura
byte pinoPlayE = 2; //Pino ligado ao PLAYE do ISD1820
void setup() {
  pinMode(pinoPlayE,OUTPUT);
  Serial.begin(9600);
}

void loop() {
  valorLido = analogRead(pinoSensor);
  temperatura = (valorLido * 0.00488);  // 5V / 1023 = 0.00488 (precisão do A/D)
  temperatura = temperatura * 100; //Converte milivolts para graus Celcius, lembrando que a cada 10mV equivalem a 1 grau Celcius
  Serial.println(temperatura);
  if(temperatura > 50){ //Se a temperatura ultrapassar o limite de 50 graus
    digitalWrite(pinoPlayE,HIGH); //Toca o aviso de alerta no ISD1820
    delay(100);
  }
  digitalWrite(pinoPlayE,LOW); //Desliga ou mantem desligado aviso de alerta no ISD1820
  delay(500);
}
Mar 06 2013

Módulo MP3 Player TDS055 com amplificador TDA25W em modo Standalone

O módulo MP3 Players TDS055 pode funcionar basicamente de duas formas:

  • Standalone
  • Controlado via serial TTL (via Arduino por exemplo)

Nesse POST, vou mostrar como ele funciona em modo Standalone, ou seja, como ele pode tocar arquivos MP3 de um cartão SD sem nehuma dependência de componentes externos.

O módulo TDS055 quando energizado (5V a 9V) começa a tocar automaticamente e em loop infinito os arquivos MP3 que estão dentro da pasta SONG do cartão SD , lembrando que o cartão deve ser formatado em FAT32.

Para amplificar o áudio para o auto falante foi usado o Amplificador TDA25W

folder_song

esquematico

Dec 28 2012

Erro no Arduino: Launch4j – An Error Occurred while starting the application

Arduino Launch4J erro

Arduino Launch4J erro

Caso você esteja recebendo a mensagem de erro Launch4j – An Error Occurred while starting the application ao tentar abrir o programa do Arduino, segue abaixo duas possíveis soluções:

  • OPÇÃO 1 – Mais simples: Desabilite o bluetooth e tente reiniciar o programa do Arduino.
  • OPÇÃO 2 – Se você precisa do bluetooth habilitado, tente essa segunda opção: Renomeie a pasta “Arduino” onde fica salvo os Sketchs (projetos). Normalmente essa pasta é a …/Meus Documentos/Arduino . Tente abrir novamente o programa do Arduino.

Deixe seu comentário se alguma dessas opções funcionaram para você.

 

Dec 26 2012

Impressora térmica para Arduino

Agora você pode adicionar uma impressora térmica ao seu projeto microcontrolado.

Essa impressa é muito prática e fácil de usar, muito similar as impressoras usadas de máquininhas de cartão de crédito, senhas para atendimento e relógio ponto que imprime o controle de entrada e saída. Além de ser muito fácil de usar, também é bastante versátil, pois pode imprimir com fonte pequena, média e grande, em negrito, sublinhado, texto invertido, com variação de espaçamento de linha, alinhamento centralizado, para esquerda ou para direita, imagens monocromáticas, códigos de barra no formatos padrões UPC A, UPC E, EAN13, EAN8, CODE39, I25, CODEBAR, CODE93, CODE128, CODE11 e MSI – com altura do código de barras ajustável.

Ela trabalha com alimentação de 5VDC a 9VDC (sugerido fonte de no mínimo 2A), e se comunica com seu microcontrolador por uma interface SERIAL TTL de 3.3V a 5V.

O método de impressão é térmico, ou seja, não necessita de tinta ou toner.

O papel utilizado é de largura de 57mm com diametro máximo de 39mm (não está incluso no produto). Você poderá encontrar essa bobina de papel térmico facilmente em papelarias ou casas de automação comercial.

 Para comprar: http://www.webtronico.com/mini-impressora-termica-serial-ttl.html

  • Tensão de alimentação: 5V a 9V DC
  • Consumo: 1.5A durante impressão
  • Velocidade de impressão: 50-80mm/s
  • Resolução: 8 pontos/mm, 384 pontos por linha
  • Largura efetiva de impressão: 48mm
  • Papel térmico: largura de 57mm e diametro máximo de 39mm
  • Caracteres: ASCII e GB2312-80 (Chinês)
  • Fonte de impressão: ANK 5×7
  • Comunicação: Serial TTL a 19200 bauds
  • Dimensões: 111x65x57mm
  • Temperatura de operação: 5ºC a 50ºC

Contém:

  • 1 impressora térmica 
  • 1 cabo com conector para alimentação
  • 1 cabo com conector para comunicação
  • 2 travas para painel
May 31 2012

Como utilizar o Módulo Bluetooth BTM5 em modo Slave com Arduino

Esse projeto consiste em enviar via bluetooth o resultado da leitura de um sensor de temperatura para o computador. Também será mostrado como controlar um led no Arduino via bluetooth. Esses exemplos são apenas didáticos, e servem como referência para quem quiser criar projetos mais complexos, de automação, domótica, telemetria, etc.

A configuração do módulo bluetooth BTM5 por comandos AT,  assim como detalhes de conexão e pareamento foram abordados em outro artigo aqui no Blog. Vale a pena conferir clicando em Como configurar o Módulo Bluetooth BTM5 com Arduino

Materiais Utilizados:

A comunicação bluetooth com esse módulo é bem simples pois nada mais é do que uma comunicação serial. Primeiramente será apresentada a montagem do harware para leitura de um sensor de temperatura LM35 via bluetooth.

Como no Fritzing (programa para fazer o desenho acima) não existe o módulo bluetooth, ele foi representado como apenas um conector onde suas ligações foram feitas respectivamente da esquerda para direita. Os pinos do conector da esquerda para a direita são: VCC, GND, RX, TX.

OBS IMPORTANTE: O Vcc do módulo e as entradas lógicas funcionam em 3.3 Volts, portanto ligue o Vcc do módulo na saida 3.3V do Arduino e o RX do módulo deverá ser ligado ao TX do Arduino por intemédio de um divisor de tensão que irá diminuir a tensão lógica (todos esses detalhes de ligação estão devidamente exemplificados no artigo Como configurar o Módulo Bluetooth BTM5 com Arduino )

O pino MODE não será utilizado nesse projeto pois como padrão ele esta baixo (nivel lógico LOW) então o módulo funcionará normal e não em modo de configuração AT.

A imagem abaixo mostra o circuito real montado em uma protoboard.

O firmware a ser inserido no microcontrolador não poderia ser mais simples, pois é apenas um comando para escrever na porta serial que nesse caso é o módulo bluetooth.

/*
Firmware para fazer a leitura de um sensor de temperatura
e a tranmissão desse dado via Bluetooth
utilizando o módulo BTM-5.
Desenvolvido por: Allan Romanato
Data: 31/05/2012
*/

int sensor = 0;
int leitura = 0;
float temp = 0;

void setup(){
Serial.begin(38400); //Inicia Comunicação Serial
}

void loop(){
leitura = analogRead(sensor);
temp = (leitura * 0.00488);
temp = temp *100;
Serial.print("Temperatura lida: "); //Envia via Bluetooth
Serial.println(temp);
delay(5000);
}

O resultado da execução é mostrado a seguir em uma tela do terminal serial Docklight (poderia ser também vistos em um hyperterminal do Windows).

Aproveitando a deixa, agora será explicado como acionar um LED através de um comando enviado ao Arduino via bluetooth. Usaremos o LED padrão do Arduino que é ligado ao pino 13.  Nesse exemplo será colocado um led extra só para melhor visualização.

O LED extra deverá ser ligado a porta digital 13 do arduino por intermédio de um resistor de 330 ou 470 Ohms.

O que mudará um pouco nessa parte é que a porta serial deverá ser lida pelo Arduino e a informação recebida terá que ser interpretada pelo microcontrolador para depois o sinal ser enviado. No código a seguir será abordado leitura e escrita na serial (bluetooth).

/*
Firmaware responsavel por acender e apagar um led
via Bluetooth.
Desenvolvido por Allan Romanato
Data: 31/05/2012
*/

char receive;
int pin = 13;
void setup(){
pinMode(pin, OUTPUT);
Serial.begin(38400); //Inicia Comunicação Serial
}

void loop(){
if (Serial.available() > 0){ //Checa de a porta serial tem info.
receive = Serial.read(); //Faz a leitura da Serial.
if(receive == 'l'){
digitalWrite(pin, HIGH);
Serial.println("Led Ligado");
}
else if(receive == 'd'){
digitalWrite(pin, LOW);
Serial.println("Led Desligado");
}
}
delay(500); //Necessario para sincronizar.
}

Os resultados da execução do código acima são mostradas nas figuras a seguir:

Após o comando de ligar o LED

Após o comando de desligar o LED

 

Com a leitura do artigo pode-se concluir que quando utilizamos o Módulo Bluetooth BTM5 a comunicação sem fio se torna simples, pois é só enviar comandos para a porta serial que eles são interpretados automaticamente.

Abraço

Allan Romanato

May 30 2012

Como configurar o Módulo Bluetooth BTM5 com Arduino

Nesse artigo será mostrado como configurar o módulo Bluetooth com comandos AT.

Introdução

O Bluetooh é uma tecnologia que permite uma comunicação simples e rápida entre equipamentos por ondas de rádio de baixo alcance. A idéia do Bluetooth começou a surgir no ano de 1994 onde a empresa Ericsson percebeu a necessidade de criar um equipamente de comunicação entre dispositivos em baixa distância que eliminasse cabos de conexão em tranferências simples de arquivos e de dados. Nos anos seguintes essa tecnologia foi se popularizando no mundo e hoje em dia podemos ver o Bluetooth em muitos equipamentos do nosso cotidiano.

Para computadores ou notebooks que não possuem essa tecnologia de fábrica, é possivel usar um adaptador bluetooth para USB (também conhecido como dongle bluetooth).

O bluetooth foi projetado para funcionar em todos os países e por isso foi necessaria a utilização de uma frequência de rádio aberta, que no caso é a de 2,45GHz

Adaptador Bluetooth para USB

Existem três classes de equipamentos, sendo que essas classes definem o alcance maximo de cada dispositivo.

Classe 1: Alcance de até 100 metros.
Classe 2: Alcance de até 10 metros.
Classe 3: Alcance de até 1 metro.

 

Redes Bluetooth

Quando dois ou mais dispositivos Bluetooth se comunicam através de uma conexão eles formam uma rede chamada de Piconet. Cada Piconet pode ter no maximo 8 elementos, sendo um MASTER e outros 7 SLAVES. O dispositivo master é o responsavel pelo sincronismo e pela procura dos dispositivos e também pelo controle das tranmissões de dados. Ja os dispositivos slaves são mais simples, pois eles são apenas procurados pelo master que esta fazendo a solicitação de pareamento.

É possivel ligar mais de 8 dispositivos em uma rede Bluetooth e essa técnica é dada pela sobreposição de dois ou mais Piconets. O nome dado a essa nova rede é Scatternet. Um dispositivo slave pode fazer parte de mais de um piconet simultaneamente, isso ja não é possivel para um dispositivo master, que é o controlador do piconet.

Projeto

Para execução desse projeto foi utilizado:

 

O módulo vem com configurações pré-estabelicidas de fábrica, como velocidade de comunicação, nome do dispositivo, senha de pareamento, e etc. que podem ser alteradas via comandos AT por meio de comunicação serial com o computador. Obs. Importante: Essa configuração NÃO é possivel via comunicação Bluetooth. Deve ser feita necessariamente por meio de cabos de conexão (fisicamente). Nesse projeto, para fazer a conexão serial entre o computador e o módulo bluetooth , será utilizado o próprio Arduino como conversor USB-TTL.

 

Os comandos AT de configuração, ao serem enviados devem ser seguidos obrigatoriamente por um <CR> (Carrige Return) e um <LF> (Line Feed). Todos esses comandos ao serem recebidos com sucesso pelo módulo, são respondidos com uma mensagem de confirmação “OK”. Segue abaixo uma tabela com os comandos e suas funções:

O módulo que esta sendo apresentado aqui, trabalha com nível de tensão de 3.3 Volts, e ai começa um impasse  pois as saidas lógicas do arduino operam com 5 volts, o que irá danificar o módulo se a saída do Arduino for ligada diretamente.

Para contornar esse problema, podemos montar um divisor de tensão para converter as saídas lógicas de 5 Volts para 3.3 Volts.

Um divisor de tensão nada mais é que um circuito simples que tem como função criar uma tensão proporcional a outra. O circuito a seguir mostra um divisor de tensão:

Os resistores são ligados em serie, e de acordo com os seus valores, podemos regular a tensão de saída. Abaixo a fórmula utilizada para se calcular a saída.

Para enviar os comandos AT, é necessario colocar o módulo em estado de configuração. Para isso basta alimentar o módulo com o botão onboard pressionado ou enviando um bit alto (3.3V) para o pino MODE. Usaremos o FTDI do próprio arduino duemilanove como conversor USB-TTL para fazer a comunicação serial com o módulo.

Para utilizar o FTDI do Arduino é necessario retirar o microntrolador da placa. Como o TX do Arduino é o RX do FTDI e o RX do Arduino é o TX do FTDI, consequentemente, deverá ser ligado: TX/TX e RX/RX. Segue abaixo uma imagem para deixar mais claro esse raciocinio (essa imagem ja contém o divisor de tensão).

Sera mostrado abaixo uma sequência de passos para conectar o módulo bluetooth com o computador. Aqui será utilizado um adaptador Bluetooth da Shark.

Os passos a seguir foram executados em um sistema operacional Windows 7.

Abra o painel Bluetooth que esta no TrayIcon após a instalação do driver pelo proprio Windows 7

Clique em Adicionar Dispositivos.

Selecione o módulo Bluetooth e clique em proximo.

Clique em Entrar código de pareamato do dispositivo.

Coloque o código de pareamento que foi configurado pelos comandos AT (o padrão de fábrica é 1234. Dependendo do seu módulo também pode ser 0000 ou 1111).

Se tudo estiver OK, aparecerá a seguinte tela:

Para enviar os comandos AT, pode-se usar qualquer programa de terminal serial (hyperterminal do Windows por exemplo). Abaixo tem o resultado da execução de alguns comando AT e suas respectivas respostas. A velocidade padrão de fábrica de comunicação é de 115200 ou 38400 dependendo do modelo. Caso seu módulo bluetooth não responda, tente outras velocidades.

Abraço,

Allan Romanato

May 22 2012

Exemplo do Ethernet Shield ENC28J60 com Arduino

Nessa publicação irei mostrar como ligar o seu Arduino em Rede, mas antes vou abordar uma breve e simples introdução de como é uma Rede.

Uma rede pode ser divida em 5 camadas básicas (modelo OSI/ISO são 7 camadas) como mostrada na figura abaixo:

  • A camada de aplicação suporta todas as aplicações da rede, como por exemplo, os protocolos FTP, SMTP, HTTP e etc. O conteúdo dessa camada é desenvolvido pelo projetista do software.
  • A camada de transporte pela transferência dos dados hospedeio-hospedeiro, normalmente usa os protocolos TCP ou UDP. TCP garante que todos os dados cheguem corretamente, já o UDP não da essa garantia. Essa camada normalmente já esta implementada em alguma biblioteca.
  • A camada de rede é a responsável pelo roteamento do dos datagramas da origem ao destino. O protocolo utilizado é o protocolo IP
  • A camada de enlace é a responsável pela transferência de dados entre elementos vizinhos da rede. Utiliza-se o protocolo Ethernet.
  • A camada física é simplesmente o hardware, no nosso caso o Ethernet Shield.

 

Trabalhar em rede não é uma tarefa muito fácil como muitos pensam, e essa Shield facilita muito o trabalho para uma conexão de um Arduino na rede, pois não é necessário o computador  para fazer o papel de servidor. Me lembro que a primeira vez que fui conectar meu Arduino na rede para acionar um relé via browser, tive que escrever um programa complicadíssimo em C/Linux.

 

Nosso projeto consistira em fazer uma leitura da temperatura ambiente, essa leitura será processada e enviada para a rede (através da Shield) onde por um browser executado em um computador ou tablet ligados à rede poderá ser visualizada.

Obs. Para fazer a leitura do termômetro utilizarei o mesmo algoritimo feito no post Arduino + LM35 – Como montar um termometro

Materiais Utilizados:

Quem estiver interessado em ver o esquema elétrico do Ethernet Shield a WebTronico fornece o PDF clicando aqui

O segredo da Shield que estamos trabalhando é o Circuito Integrado ENC28J60 da Microchip que é o controlador Ethernet que nos permitirá fazer o acesso nossa rede. A figura abaixo esclarece um pouco seus níveis de abstração.

O propósito desse artigo não é abordar o circuito integrado e sim sua funcionalidade, então para mais informações sobre o controlador Ethernet ENC28J60 acesse seu DataSheet clicando aqui

Primeiramente iremos fazer as conexões do sensor de temperatura LM35 nos terminais da Shield, que por consequência estarão ligados aos do Arduino. Abaixo figura que representa as ligações no Arduino, mas lembre-se essas mesmas ligações devem ser feitas na SHIELD:

Como o LM35 é um sensor analógico, ele deve ser ligado em uma das 6 portas analógicas, seu VCC ligado em 5V e seu terra ligado no GND.

Dica: Não inverta o VCC com o GND, isso irá esquentar demais o sensor podendo causar a inutilização do equipamento.

Pronto primeira parte do projeto está OK, o sensor ja esta ligado na Shield, agora vem a parte que nos interessa. Como fazer essa captura e coloca-la na rede para podermos acessar via browser ou qualquer outro cliente HTTP?

Apos ligar o sensor, você deverá instalar a biblioteca que controla o ENC28J60 pois não é a mesma que vem como padrão no Arduino, você deverá fazer o download desse biblioteca clicando aqui, após feito o download a biblioteca devera ser descompactada na pasta libraries . OBS. É extremamente necessario o download dessa biblioteca ou o projeto não irá funcionar.

Após a conclusão da instalação da biblioteca, vamos ao que realmente interessa nesse momento, que é o código necessário para podermos executar nosso Ethernet Shield na rede.

//Ethernet Shield para medir temperatura exemplo criado para o site WebTronico.

#include "etherShield.h"
#include "ETHER_28J60.h"

static uint8_t mac[6] = {0x54, 0x55, 0x58, 0x10, 0x00, 0x24};   //Endereço MAC - Camada de Enlace                                                        
static uint8_t ip[4] = {192, 168, 0,15}; //Endereço IP - Camada de Rede
static uint16_t port = 80; //Porta padrão protocolo HTTP

ETHER_28J60 e;

int analog;
float temperatura;

void setup()
{
  e.setup(mac, ip, port);
}

void loop()
{
  if (e.serviceRequest())
  {
    e.print("<html><head><title>WebServer Simples</title></head><body>");//Instruções HTML.
    e.print("<H1>Temperatura</H1><br/>");
    e.print("Temperatura em Celsius: ");
    analog = analogRead(0);
    temperatura = (analog * 0.00488);  // 5V / 1023 = 0.00488 (precisão do A/D)
    temperatura = temperatura * 100; //Converte milivolts para graus celcius, lembrando que a cada 10mV equi
    e.print(temperatura);
    e.print("<br><br><b>Desenvolvido por Allan Romanato</b></body></html>");
    e.respond();
  }
  delay(100);
}

A execução desse código nos mostrará o resultado exibido na figura abaixo.

 

Nesse post pode-se concluir que não existe dificuldade em colocar seu Arduino na rede, o código é relativamente simples, e os resultados são muito interessantes, pode-se fazer várias coisas com um Arduino em rede, como por exemplo controlar sua casa a longa distância.

Espero que tenham gostado.

Allan Romanato.

Mar 10 2011

Utilizando o conversor USB TTL com Arduino

Este post serve para mostrar aos navegantes como utilizar o conversor USB TTL junto com o seu Arduino standalone. O conversor serve para mudar o tipo de sinal que o PC envia e o que o microcontrolador deve receber para operar, não há muita dificuldade na conexão, apenas deve-se tomar cuidado para conectar corretamente os pinos.

Os pinos do conversor são mostrados a seguir:

São 6 pinos para conexão, mas para programar o Atmega em modo Standalone você precisa utilizar apenas 4, sendo eles:

+5V – Este pino você liga nos terminais do seu Atmega que são alimentados pelo “positivo”.
GND – Este pino você conecta aos terminais do seu Atmega que são alimentados pelo “negativo”.
RXD – Este pino deve ser conectado ao pino TX do Atmega (pino 3 – veja imagem a baixo);
TXD – Este pino você conecta ao pino RX do Atmega (pino 2 – veja imagem a baixo);

Após fazer a conexão dos pinos você deve instalar o drive, baixe deste link, e instale-o em seu computador, depois disso pode conectar o conversor USB TTL em uma porta USB (eu faço isso através de um cabo USB para ter mais liberdade para poder mover a protoboard com tudo junto pela mesa – fica a dica!).
Depois que tudo estiver instalado você precisa enviar o código para seu Atmega, para isso abra o ambiente de programação do arduino e selecione o exemplo “blink” para testar.
Pressione o botão reset da sua placa standalone e segure, depois clique no botão “enviar” da interface de programação do arduino e aguarde até que apareça na parte inferior uma tela como a mostrada a baixo:

Assim que aparecer na parte preta o texto em branco que diz o tamanho do arquivo significa que seu código ja foi compilado e o programa começará o upload propriamente dito, nesse momento você deve soltar o botão  reset e aguardar a mensagem de upload concluído. Pronto! seu Atmega rodando em modo standalone pode ser agora programado através da porta USB como se você estivesse utilizando uma placa arduino diretamente na USB.

Kit Standalone;

Conversor USB TTL;

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Feb 28 2011

Como ler e escrever em SD Card com Arduino

Considerando que a memória de armazenamento de dados do Arduino é bastante limitada, temos a opção de usar cartões de memória como alternativa para armazenar dados em geral. Além de grande capacidade de armazenamento, custo atraente, também é muito simples de implementar.

Usarei o Módulo de cartão SD (http://www.webtronico.com/produtos/view/84) conectado com o Arduino Duemilanove (http://www.webtronico.com/produtos/view/5).

Na IDE de programação do Arduino, versão 0022 possui um exemplo para ler e escrever em cartões de memória SD, conhecido também como SD Card.

A ligação entre o Arduino e o Módulo SD é conforme a imagem abaixo:

O SD card que vou utilizar está formatado e não contém nenhum arquivo:

Após colocar o SD Card no módulo do SD, podemos abrir o Serial Monitor do Arduino e ver o SD Card sendo inicializado, escrito e lido.

E o resultado final no SD Card após algumas utilizações é o seguinte:

Feb 16 2011

Arduino Standalone

Algumas pessoas se perguntam se há alguma forma mais barata de rodar o arduino, pois cerca de R$ 100 por placa é muito. Outras desenvolvem o protótipo no Arduino mas não querem empregar toda a placa no projeto final. A resposta é: Standalone. A montagem do Atmega328 do arduino em modo standalone utiliza poucos componentes e você pode montar tudo na forma e tamanho que quiser. Abaixo apresento a lista de componentes e algumas fotos de exemplos de montagem standalone.

Você pode comprar o Kit Arduino Standalone na WebTronico que já vem com os seguintes componentes:

Componentes adicionais:
– 1 soquete de 28 pinos;
Protoboard;
fios para protoboard (wire jumpers).
Os componentes:
Na imagem a seguir temos os componentes principais para a montagem.

Para a montagem Standalone você deve fazer as seguintes ligações entre os componentes:

pinagem Atmega328 Arduino

pinagem Atmega328 Arduino

Seguindo os pinos do Atmega:
– Terminais 20 e 21 são ligados no positivo (fios vermelho na imagem a baixo);
– Terminal 22 ligado no negativo (fios preto na imagem a baixo);
– Terminais 9 e 10 são interligados com o cristal de 16Mhz;
– Terminais 9 e 10 são ligados após o cristal com o negativo, através dos capacitores cerâmicos;
– Terminal 8 ligado no negativo;
– Terminal 7 ligado no positivo;
– O 1º terminal é ligado ao positivo atravéz do resistor, e depois da saída do resistor é ligado a saída do botão de pressão. O outro terminal do botão de pressão é ligado ao negativo, quando pressionado ele faz a conexão do terminal 1 com o negativo, resetando o microcontrolador;

Na imagem a baixo temos a ligação dos componentes em uma protoboard:

Se você seguir estes passos consegue montar com facilidade seu Atmega rodando em moto Standalone, a seguir algumas imagens de como você pode montar ele:

A versão a seguir foi montada seguindo o mesmo formato e tamanho de uma placa Arduino Duemilanove, assim ela pode receber shields caso necessário.

E a seguir temos outra versão, esta é para ser usada em protoboard para testes

Nesta versão há os pinos fêmea onde pode-se conectar um conversor USB TTL para utilizar uma porta USB do computador, mas isso fica para ser explicado no próximo post.

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